quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A música como um instrumento de paz

No feriado da Proclamação da República a sociedade belenense foi prestigiada com uma apresentação ao ar livre das bandas musicais Tayo Ongakutai e Nova Era Kotekitai, pertencentes à SGI, em frente à Praça Dom Pedro II, no pátio do Museu de Artes de Belém.

A apresentação ocorreu por ocasião da exposição "Sementes da Mudança: a Carta da Terra e o Potencial Humano" que estará no MABE até o dia 20 de novembro.

As bandas foram fundadas pelo filósofo humanista Dr. Daisaku Ikeda, ambas com a missão de propagar os ideais de paz dentro da sociedade através da música.

Compostas por jovens a partir dos 6 anos de idade, associados da BSGI, que participam de atividades de musicalização, integração cultural e são incentivados a desenvolver o máximo de seu potencial, sendo os melhores alunos, filhos e cidadãos exemplares que contribuam para uma sociedade mais justa e pacífica.

Os grupos estarão se apresentando mais uma vez nos próximos dias 19 e 20 a partir das 9 horas da manhã.

O que é a Carta da Terra?



A Carta da Terra é uma declaração de princípios éticos fundamentais para a construção, no século 21, de uma sociedade global justa, sustentável e pacífica.  Busca inspirar todos os povos a um novo sentido de interdependência global e responsabilidade compartilhada voltado para o bem-estar de toda a família humana, da grande comunidade da vida e das futuras gerações. É uma visão de esperança e um chamado à ação. 

A Carta da Terra se preocupa com a transição para maneiras sustentáveis de vida e desenvolvimento humano sustentável. Integridade ecológica é um tema maior. Entretanto, a Carta da Terra reconhece que os objetivos de proteção ecológica, erradicação da pobreza, desenvolvimento econômico eqüitativo, respeito aos direitos humanos, democracia e paz são interdependentes e indivisíveis. Consequentemente oferece um novo marco, inclusivo e integralmente ético para guiar a transição para um futuro sustentável. 

A Carta da Terra é resultado de uma década de diálogo intercultural, em torno de objetivos comuns e valores compartilhados. O projeto da Carta da Terra começou como uma iniciativa das Nações Unidas, mas se desenvolveu e finalizou como uma iniciativa global da sociedade civil. Em 2000 a Comissão da Carta da Terra, uma entidade internacional independente, concluiu e divulgou o documento como a carta dos povos.

A redação da Carta da Terra envolveu o mais inclusivo e participativo processo associado à criação de uma declaração internacional.  Esse processo é a fonte básica de sua legitimidade como um marco de guia ético. A legitimidade do documento foi fortalecida pela adesão de mais de 4.500 organizações, incluindo vários organismos governamentais e organizações internacionais.  

À luz desta legitimidade, um crescente número de juristas internacionais reconhece que a Carta da Terra está adquirindo um status de lei branca (soft law). Leis brancas, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos são consideradas como moralmente, mas não juridicamente obrigatórias para os Governos de Estado, que aceitam subscrevê-las e adotá-las, e muitas vezes servem de base para o desenvolvimento de uma lei strictu senso (hard law).

Neste momento em que é urgentemente necessário mudar a maneira como pensamos e vivemos, a Carta da Terra nos desafia a examinar nossos valores e a escolher um melhor caminho. Alianças internacionais são cada vez mais necessárias, a Carta da Terra nos encoraja a buscar aspectos em comum em meio à nossa diversidade e adotar uma nova ética global, partilhada por um número crescente de pessoas por todo o mundo. Num momento onde educação para o desenvolvimento sustentável tornou-se essencial, a Carta da Terra oferece um instrumento educacional muito valioso.